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Funcionário da Transalvador fraudou e retirou 444 multas do sistema


O Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), deflagrou nesta segunda-feira, dia 2, a segunda fase da Operação Freio de Arrumação, que tem como objetivo reprimir fraudes relacionadas à exclusão de infrações de trânsito, mediante a prática de crimes de supressão indevida de dados corretos em bancos de dados e possíveis atos de corrupção ativa e passiva e associação criminosa, vinculados à atuação de um agente público no âmbito da Transalvador. Segundo o Gaeco, foram identificadas pelo menos 444 exclusões irregulares de multas do banco de dados da Transalvador, durante três meses, totalizando um prejuízo de R$ 84 mil aos cofres públicos.

A informação foi divulgada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Segundo o MP, o prejuízo dado aos cofres públicos, que teria sido realizado por um funcionário terceirizado, foi de R$ 84 mil.
Nesta fase, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Especializada Criminal de Salvador. A Transalvador, que encaminhou ao Gaeco a notícia das fraudes, colaborou com a investigação. Por meio de nota, a autarquia informou que “tem interesse que os fatos sejam esclarecidos com brevidade e que possíveis autores sejam punidos da maneira devida”.
“Essa é uma conduta que além de prejudicar toda sociedade e o erário, também, causa riscos à vida e à saúde da população”, disse a representante do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) do MP-BA, Ana Emanuela Meira.
Os mandados foram cumpridos no Vale dos Barris e em Narandiba, sendo apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, celulares, computadores, apontamentos e bens de valor associados às práticas criminosas. A operação contou, ainda, com o apoio técnico da Coordenadoria de Segurança Institucional e Investigação (CSI) e suporte operacional da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A ação é mais uma fase da Operação  “Freio de Arrumação’, que investiga  fraudes em carteiras nacionais de habilitação e infrações de trânsito.

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