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12 militares viram réus e vão responder por mortes de músico e catador

Justiça Militar aceitou denúncia contra os militares; 9 estão presos

A juíza federal substituta da Justiça Militar Mariana Queiroz Aquino aceitou neste sábado (11) a denúncia do Ministério Público Militar e torneu réus os 12 militares do Exército envolvidos em uma ação que alvejou um carro com dezenas de tiros. Um músico e um catador foram mortos a tiros. Todos responderão por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificada e omissão de socorro.
Os doze foram denunciados ontem pelas mortes do músico Evaldo Rosa dos Santos e do catador Luciano Macedo, no mês de abril. Os dois foram baleados pelos militares, que afirmaram que atiraram contra o carro confundindo com um veículo de assaltantes. Evaldo estava no carro com a família e Luciano se aproximou para ajudar e acabou sendo atingido também pelos tiros.
Segundo o laudo, foram disparados 257 tiros de fuzil e de pistola. O carro do músico foi acertado por 62 disparos. O sogro dele, Sérgio de Araújo, ficou ferido. A mulher de Evaldo, o filho dos dois e uma amiga do casal, todos no carro, não ficaram feridos. A família ia para um chá de bebê. Atingido, Evaldo morreu na hora.
Já Luciano, que morava próximo e passava com a mulher, grávida, ficou internado desde o dia do crime, em 7 de abril, até o dia 18 do mesmo mês, quando morreu no hospital.
Veja os nomes dos militares denunciados hoje:
  • Italo da Silva Nunes
  • Fabio Henrique Souza
  • Paulo Henrique Araújo
  • Leonardo Oliveira de Souza
  • Wilian Patrick Pinto
  • Gabriel Christian Honorato
  • Matheus Sant'Anna Claudino
  • Marlon Conceição da Silva
  • João Lucas da Costa
  • Gabriel da Silva de Barros
  • Vitor Borges de Oliveira
  • Leonardo Delfino Costa
Nove dos doze estão presos desde o dia 7 do mês passado, quando ocorreu. Todos estão detidos em uma unidade militar e a defesa já pediu para que eles acompanhem o processo em liberdade. Os outros três militares envolvidos aguardavam em liberdade a decisão da Justiça. Destes três, dois dirigiam as viaturas militares que estavam no local em que o caso ocorreu. Os próprios colegas dizem que eles não atiraram. O soldado Leonaro Delfino também não disparou, dizem os depoimentos.
O Supremo Tribunal Militar, que julga o pedido de liberdade, é composto por 15 ministros, sendo quatro integrantes do Exército, três da Marinha, três da Aeronáutica e cinco civis. O subprocurador do MP militar Carlos Frederico elaborou parecer em que diz que os militares deveriam responder em liberdade. O relator do caso, general Lúcio Màrio de Barros Góes, afirma que a prisão não pode antecipar uma eventual pena e que isso fere a presunção de inocência. Até o momento, quatro ministros votaram a favor da soltura e um foi contra. O vice-presidente da Corte, José Barroso Filho, pediu vista e o julgamento foi adiado.
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