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25 de março de 2020

Homem morre após tomar variação da cloroquina contra covid-19 nos EUA

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Um norte-americano de 60 anos morreu de parada cardíaca no último domingo (22.mar.2020) e sua mulher está internada em cuidado intensivo depois de terem tomado fosfato de cloroquina em uma suposta tentativa de automedicação contra a covid-19 –doença causada pelo novo coronavírus.

As informações foram divulgadas por uma rede que opera hospitais na cidade de Phoenix, nos Estados Unidos, onde o casal foi atendido. A identidade dos 2 não foi revelada.

A emissora NBC News entrevistou a mulher e ela disse que soube da conexão da cloroquina com o coronavírus durante uma entrevista coletiva do presidente norte-americano, Donald Trump. “Eu tinha [a substância] em casa porque costumava criar peixes koi [espécie de carpas ornamentais]”, disse, ao informar que não teria tomado a versão farmacêutica da droga, mas 1 aditivo comumente usado em aquários para limpar tanques de peixes.

Estudos sobre a eficácia da cloroquina no tratamento da covid-19 estão sendo realizados e testados nos Estados Unidos. No último sábado (21.mar.2020), o presidente norte-americano, Donald Trump, informou que a hidroxicloroquina, em conjunto com a azitromicina, teria uma “chance real de ser uma das maiores mudanças na história da medicina”. A droga é hoje utilizada para o tratamento da malária, lúpus e artrite reumatóide, mas não para o coronavírus.



No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que mandou o Exército aumentar a produção da cloroquina, devido ao otimismo do governo sobre a possibilidade da medicação ter eficácia.

O diretor médico do centro de estudos Banner Poison and Drug Information, do hospital no Arizona, Daniel Brooks, disse à National Public Radio, uma organização norte-americana de mídia sem fins lucrativos, que entende a busca das pessoas por medicamentos dada à situação no mundo devido a doença. No entanto, ele afirma não ser recomendado o uso da cloroquina para previnir ou tratar o coronavírus.

Daniel Brooks disse que há perigos na automedicação e que é preciso confiar em fontes oficiais, como a OMS (Organização Mundial de Saúde) e as autoridades estaduais de saúde para aconselhamento médico – “não a Internet ou os políticos”.

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